Natura Algarve

Quem bom seria…

03.12.2008 // Ricardo Barradas

Que bom seria que os políticos aprendessem Biologia e assim entendessem Evolução, se apercebessem de toda a sabedoria que se pode derivar da tensão permanente entre a evolução da vida - lenta de milhares de milhões de anos, irredutivelmente não-finalista mas inexorável - e a evolução “cultural”, esta rapidíssima e prenhe de objectivos, mas sem qualquer substracto de irreversibilidade. Então se dariam conta deste amor à vida que nos anima, um bem preciosíssimo e único: Vida há só uma, que apenas uma vez “aconteceu” nos 5 mil milhões de anos deste planeta; por isso mesmo, somos todos - homens, bactérias, eucaliptos e crocodilos, da mesma natureza, produtos do mesmíssimo processo evolutivo. E se hoje somos “os donos do mundo”, se hoje somos os “reis da natureza” de que dispomos a nosso bel-prazer, é por poder e não por direito, é pelo poder que nos dá este tumor evolutivo que tanto cresceu na nossa espécie, que lá vai segregando alguma compreensão e, sobretudo, o definitivo desejo de compreender.

António Coutinho - Director do IGC

Excerto da intervenção, por ocasião da atribuição do Prémio Universidade de Lisboa - 17 Junho 2008

Veja aqui um resumo da sua intervenção

Prenda de Natal

24.11.2008 // Ricardo Barradas

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Neste Natal ofereça algo diferente… ofereça experiências, cheiros, sabores… Ofereça uma prenda exclusiva.

Opção A (Prenda para 2 pessoas)

Champagne e morangos na Ria com concerto ao vivo

Ofereça uma dose de romance para aqueles que realmente merecem. Neste passeio será servido champagne e deliciosos morangos durante o pôr do sol. Haverá música ao vivo para tornar o momento mais especial.

Duração: 2 horas

Saída de Olhão

Preço: 150 euros

Voucher válido entre 5 de Janeiro e 31 de Maio de 2009

Opção B (prenda de grupo entre 4 e 13 pessoas)

Almoço ao Natural

Após um passeio num luxuoso barco pela Ria Formosa, haverá tempo para desembarcar na Ilha Deserta e passear pelo seu extenso areal. O passeio prossegue com paragem na Ilha da Culatra, onde nos espera um almoço / jantar num restaurante típico local. O peixe (sardinhas, carapaus, cavalas, douradas) são sempre frescos.

Duração: 4 horas (almoço - 2 horas + passeio - 2 horas)

Saída de Olhão

Preço: 35 euros por pessoa com almoço/jantar incluído

Voucher válido entre 8 de Janeiro e 31 de Maio de 2008

 Faça o seu pedido para o email info@natura-algarve.com ou pelo telefone 91 805 66 74

A captura do atum

17.11.2008 // Sónia Manso

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O atum Thunnus thynnus, também conhecido na nossa costa por “rabilo” é a espécie de atum que atinge maiores dimensões. Pode alcançar 3 m de comprimento e chegar a pesar 700 Kg, sendo que o seu peso e tamanho médio de 250Kg e 2m. Existem pelo menos duas sub-espécies conhecidas: uma no Pacifico e outra no Atlântico.

É uma espécie que forma grandes cardumes, frequentemente em associação com outras espécies de atuns (Bonito, Albacora, Galha-a-ré, Patudo, entre outros).

Alimentam-se de peixes, lulas e crustáceos pelágicos. São também muito reconhecidos pelas longas migrações que efectuam, nadando a velocidades que podem atingir 60-80 km/h. Daí o facto da sua carne ser tão irrigada, e como tal tão vermelha.

É um dos peixes com maior importância económica a nível mundial. É capturado por diversos tipos de artes como redes derivantes, palangres de superfície ou armadilhas fixas como as usadas pela frota Chinesa no Pacifico e no Mediterrâneo.

Deste esforço de pesca surgem imensos problemas em termos de gestão de recursos. Apesar de haver uma gestão de pesca associada à espécie (cotas, legislação de malhagem, numero de licenças, esforço de pesca), o Thunnus thynnus é uma das espécies mais ameaçadas do mundo. Isto advém não só do facto de ser capturado num dos seus principais locais de desova (Mediterrâneo), mas também pela falta de incumprimento das regras estabelecidas. A ICCAT (International Commission for the Conservation of Atlantic Tunas) é uma das entidades que mantém esforços para que a espécie recupere valores de abundância outrora existentes.

No Algarve, até à década de 70, esta espécie era também capturada nas nossas águas com um complexo sistema de armações. As antigas armações, também denominadas Almadravas, consistiam num sistema de redes que conduziam e cercavam o atum, o qual depois era recolhido para bordo de uma embarcação.

Esta arte for entretanto abandonada, ficando para trás os antigos arraias em terra e muitas historias para contar, das chamadas “touradas de mar”.

Para saber mais acerca desta e outras artes de pesca, o poder económico que envolvia a região, junta-se a nós num passeio de barco pela Ria Formosa e conheça a “História da Pesca”.

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